sábado, 24 de agosto de 2013

SUJEITOS PROMOTORES DA CULTURA E DO CONHECIMENTO NO PROCESSO DO DESENVOLVIMENTO E DA APRENDIZAGEM EM INSTITUIÇÕES DO CASE/FASE OU EM ESCOLA ABERTAA prática Pedagógica e o Educadores



    O propósito é fazer uma breve reflexão sobre a Educação, a violência à legislação e o contexto que envolve a sociedade, educadores, adolescentes e crianças em Instituições ditas então como Instituições Socioeducativas.
    Por se tratar a Educação um processo socioeducativo nas Instituições do CASE/FASE ou ESCOLA ABERTA, tem-se a premissa de que o educador é o sujeito com mais experiência cultural e conhecimento pedagógico sendo este o que exercerá maior influência no processo ensino aprendizagem, na reconstrução, integração e socialização dos sujeitos.
    O espaço que permeia a prática pedagógica em questão acontece em instituições com Regime de Privação de Liberdade ou em Regimes de Escola Aberta, para crianças e adolescentes em situação de risco, de vulnerabilidade ou defasagem escolar.
    Neste contexto constato que os Educadores estão sendo absorvidos pelo sistema institucional com isso estão deixando de lado o propósito social da educação. Falta-lhes reconhecer que vivemos em uma sociedade globalizada, onde adolescência exacerbada  exagerada busca autonomia e o desejo de afirmar-se com liberdade, de ser reconhecido como sujeitos de direitos e deveres.
    As crianças e jovens de nosso País são frutos de uma sociedade capitalista, são vistas como fontes de consumo e modelos, sejam eles positivos ou não. Nessa linha de pensamento acredito que nossos jovens e crianças buscam a inserção na sociedade, independente dos caminhos que estão buscando, caminhos estes que refletem de forma negativa na sociedade através da violência nos lares, nas escolas ou nas ruas.
    Cabe a nós educadores não ficarmos invisíveis e nem perpetuarmos o sistema, o momento é de turbulência em nossa sociedade e na educação, mas precisamos estar em constate processo de aprendizagem e transformações.
     Na educação de jovens e crianças depois da família, o papel dos Educadores e da Escola é o de transmitir valores sociais, preparar e promover o conhecimento para o pleno exercício da cidadania.
     A nós educadores compete a aquisição da formação continuada na área e não apenas cursos de capacitação a fatores de risco ou gerenciamento de situações de risco. Exercer a função conforme o Regime Jurídico do Magistério Público de  que cada Estado determina para fins jurídicos.
     Ao poder público dar o provimento e a infraestrutura as escolas, o preparo aos professores para trabalharem com alunos em situação de risco social.
     A escola é como se fosse um aparelho que recebe todas as informações do mundo capitalista e globalizado, o qual  impõe as famílias, educadores, crianças e jovens certos padrões de comportamento. 
Para Vigotski o aprendizado é um processo que resulta em desenvolvimento, este inicia antes da criança frequentar a escola, portanto a escola apenas introduz novos elementos ao desenvolvimento.
Muitos são os espaços que permeiam a educação, mas para que a Escola atenda as perspectivas, os Educadores, a Instituição CASE/FASE ou ESCOLA ABERTA e Governo dos Estados, devem juntos transpor os muros para a construção de legislação específica e políticas públicas que contemple a todos os sujeitos envolvidos nas medidas  ditas como socioeducativas.  


    

sábado, 9 de março de 2013

A nós educadores é de extrema importância entender e compreender a diferença entre A LEI QUE DISCIPLINA O REGIME JURÍDICO DO PESSOAL DO MAGISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL e a LDB - Lei 9394 de 20 de Dezembro de 1996.



Lei nº 6.672, de 22 de abril de 1974.


ESTABELECE LEIS DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL
Estatuto e Plano de Carreira do Magistério Público do Rio Grande do Sul.      

EUCLIDES TRICHES, Governado do Estado do Rio Grande do Sul. Faço saber, em cumprimento ao disposto no artigo 66, item IV, da Constituição do Estado, que em Assembléia Legislativa decretou e sancionou e promulgou a Lei seguinte:

http://www.educacao.rs.gov.br/pse/html/magist_estatuto.js


PPP – PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO –  

Art. 12 da Lei de Diretrizes e Bases - Lei 9394/96
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB ou LDBEN)      


LDBE - Lei nº 9394 de 20 de Dezembro de 1996
Da Educação

Art.12. Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de:

I- elaborar e executar a proposta pedagógica:
II - administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financeiros;
III - assegurar o cumprimento dos dias e horas-aula estabelecidas;
IV - velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente;
V - promover para a recuperação dos alunos de menor rendimento;
VI - articular-se com as famílias e comunidade, criando processos de integração da sociedade com a escola;
VII - informar os pais e responsáveis sobre a frequência e o rendimento dos alunos, bem como sobre a execução de sua proposta pedagógica.
VII- - informar pai e mãe, conviventes ou não com seus filhos, e, se for o caso, os responsáveis legais, sobre a frequência e rendimento dos alunos, bem como sobre a execução da proposta pedagógica da escola ; (Redação dada pela  Lei nº 12.013, de 2009).
VIII - notificar ao Conselho Tutelar do Município, ao juiz competente da Comarca e ao respectivo representante do ministério Público a relação dos alunos que representem quantidade de faltas acima de cinquenta por cento do percentual permitido em lei (incluindo pela Lei nº 10.287, de 2001.

http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/109224/lei-de-diretrizes-e-bases-lei-9394-96

Art. 1º A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituíções de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais.
$ 1º Esta Lei disciplina a educação escolar que se desenvolve, predominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias.
$ 2º A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e a prática social.



 Art. 13. Os docentes incubir-se-ão de :
I - participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino. 
II - participar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica do estabelecimento de ensino;
II - zelar pela aprendizagem dos alunos;
IV - estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor rendimento;
V - ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento e ao desenvolvimento profissional;
VI - colaborar com as atividades de articulção da escola com as famílias e comunidade.


[...] é um documento que, por natureza, reclama elaboração coletiva,
envolvendo toda a comunidade escolar. Exatamente por ser a tradução formal
do projeto pedagógico da escola, não pode prescindir da participação de
ninguém em sua formulação. Por essa razão, não é documento que se elabore
às pressas, mas exige que se disponha de certo tempo, para permitir que o
processo participativo – moroso, quase sempre – possa acontecer. (Res.
CEED/RS- 1998 N° 236 – JUSTIFICATIVA. P. 7)




domingo, 4 de março de 2012

LUTO- MORTE NÃO É A MAIOR PERDA NA VIDA. A MAIOR PERDA NA VIDA É O QUE MORRE DENTRO DE NÓS ENQUANTO VIVEMOS.(PABLO PICASSO)

MARCOS VINICIUS CHAGAS BENCKE (16 anos) Foi Morto na Vila Carolina em Santa Maria - RS -

UM JOVEM  e a  difícil passagem entre a adolescência  e a vida adulta, momentos de turbulências e contestações, idade de SER FELIZ.

A  morte  nos impede hoje,  de tua presensa física entre nós, deixas saudades e boas lembranças, aos teus familiares, amigos,  profe e  colegas. Partiu cedo demais...., mas sabemos que tua vida continua junto de Jesus Cristo.
Neste momento quero  ser solidária com todos que sofrem com tua perda.
Como profe, vou guardar com carinho a tua alegria, o teu carinho, a tua perspicacidade e visão artística   frente a todos e tudo. Lembro  quando então desenhavas o espaço físico da sala  de aula e da escola como um todo, que lindo, pena que não concluiu.
MARCO, descances em paz e a todos nós que tenhamos fé, pois está  é uma passagem  da vida a qual nos leva ao encontro de Deus .
       
         A IDADE DE  SER FELIZ

         Existe somente uma idade para a gente ser feliz, 
         somente uma época na vida de cada pessoa 
         em que é possível sonhar e fazer planos 
         e ter energia bastante para realizá-las 
         a despeito de todas as dificuldades e obstáculos. 

         Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente 
         e desfrutar tudo com toda intensidade 
         sem medo, nem culpa de sentir prazer. 

         Fase dourada em que a gente pode criar 
         e recriar a vida, 
         a nossa própria imagem e semelhança 
         e vestir-se com todas as cores 
         e experimentar todos os sabores 
         e entregar-se a todos os amores 
         sem preconceito nem pudor. 

        Tempo de entusiasmo e coragem 
        em que todo o desafio é mais um convite à luta 
        que a gente enfrenta com toda disposição 
        de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO, 

        e quantas vezes for preciso. 

        Essa idade tão fugaz na vida da gente 
        chama-se PRESENTE 
        e tem a duração do instante que passa.

(Poema Helio Ribeiro-mensagem Para Adolescente)





segunda-feira, 15 de agosto de 2011

“ONDE O MEDO ESTÁ PRESENTE, A SABEDORIA NÃO CONSEGUE ESTAR” (Lucius C. Lactantius)



Meninos e Meninas da Escola Paulo Freire, hoje aposentada, após ter cumprido meu tempo de serviço no Estado, 30 anos, 7 meses e 20 dias  de magistério, não deixei de ser uma educadora, está é uma missão nata, pois faz parte de meu ser, por isso retorno a estas páginas para dedicar meu carinho e respeito a nossa convivência, pelos anos que trabalhei na Oficina de Papel.
Juntos aprendemos a aprender, aprendemos a conhecer, aprendemos a fazer, aprendemos a viver e conviver, aprendemos a ser e assim formamos  os quatro pilares fundamentais da educação, sem nunca precisar usar da violência, da punição.
Nosso convívio foi harmonioso e prazeroso, onde a amorosidade, a afetividade e o comprometimento consciente era o que inseria  a todos no contexto escolar e no mundo fora da escola.
Fizemos um belo trabalho,belas produções artesanais.
Quantas caixas lindas!!!
Capas de CD/DVD, embalagens para presentes....
As agendas então!!
Quero   solicitar a todos que continuem a creditar no seu potencial, na sua capacidade de criar e construir um mundo de paz.
Neste momento já sinto uma pontinha de saudades de nosso convívio e saibam que vou guardar com carinho, cada palavra, cada abraço, cada choro, cada confissão e sempre que nos encontrarmos tenham a certeza que serão sempre os meus alunos, por isso chamem, conversem, pois continuo a amiga e conselheira de vocês.
Ah!  Só para vocês saberem, ainda hoje encontrei a Bruna e o Luiz Henrique na rua, com a filha nos braços e que alegria quando gritavam; profe...profe..., eu atravessei e fui conversar, saber como estavam. É este  o carinho que vou guardar em meu coração.
MENINOS E MENINAS, conforme as palavras do sábio Educador Paulo Freire “ A Educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tão pouco a sociedade muda” por isso eu acredito que são jovens como vocês que impulsionam  aos questionamentos sobre quais caminhos a sociedade e a educação deve seguir para o mundo de paz.
Obrigada mais uma vez por eu ter participado da vida escolar de vocês,  tenham certeza que foi muito gratificante, que Deus abençoe a todos!
Beijão enorme no coração! A professora  ama a cada um de um modo especial.

Observação:

A partir deste momento este blog servirá para debates de temas gerais a respeito da educação, da sociedade, do poder, da violência,cidadania enfim temas gerais que devemos refletir e construir novas propostas, novos paradigmas. Participem, tragam suas opiniões.

Dirce Aguiar

domingo, 22 de maio de 2011

Depoimento da professora Amanda Gurgel



Parabenizo a colega educadora AMANDA GURGEL, por fazer do uso de sua palavra uma explanação do que acontece de ponta a ponta do nosso Brasil. Aqui no Rio Grande do Sul não é diferente, talvez seja até pior, pois aqui é um Estado mais evoluído culturalmente.

Sou professora da Escola Estadual Paulo Freire em Santa Maria-RS, a quase seis anos, fatos como estes e até considerados com mais riscos a vida, perigosos, já aconteceram lá, mas nunca em todos os anos que trabalho nesta instituição percebi tão claramente o propósito sensacionalista ao expor a adolescente. Entendo e percebo a gravidade do uso de qualquer arma ou objeto estranho que venha a ferir ou ameaçar a vida das pessoas devam sim ser afastados e registrados como Atos Infracionais ou se for o caso Delito.
Porém o que lamento hoje é a forma como estão sendo conduzidos os fatos, pois percebo o sensacionalismo que está acontecendo em cima deste fato, sei do agravante dos fatos, mas faltou se levar em consideração que a dolescente está com acompanhamento psicológico e também questiono hoje, porque os demais casos, durante todos estes anos em que atuo nesta escola não foram levados a mídia e não teve mesma repercussão?
O que mudou nesta escola?
Como educadora o que posso dizer é que hoje o perfil desta escola já não é mais o mesmo, pois os educando que hoje eu atendo, foge do perfil da Proposta Pedagógica de Escola Aberta, a maioria são educandos que saíram das demais escolas da rede pública, por indisciplina, falta de limites, por falta de adequação a uma escola tradicional, com dogmas, porém temos sim número muito pequeno, reduzidos de educando com o perfil e característica de escola aberta. Mas os mesmo estão em tratamento, poucos participam das atividades pedagógicas, e quando isto acontece, vejo educadores despreparados para atendê-los, sem conhecimento adequado para uma abordagem e atendimento.
Os nossos educando são adolescentes em situação de vulnerabilidade, estão em situação de rua, mas isso não quer dizer que são de rua a maioria, aqui está à grande diferença.
Em nome do trabalho que realizo com estes educando, pelo respeito e carinho que tenho com as crianças e adolescentes, pela responsabilidade e comprometimento como educadora chamo a atenção da sociedade, fatos como estes na maioria de nossas escolas está acontecendo, porém sensacionalismo , só vai gerar mais violência. Devemos encontrar outro caminho que não a divulgação, publicação na mídia. Quem sai ganhando, a quem estamos promovendo com está notícia. A quem queremos chamar atenção. O que está por trás desta grande notícia em vários jornais e canais de TV?
A sociedade já parou para pensar como vamos fazer para que esta adolescente retorne a escola?
Qual é o verdadeiro Papel da Escola Aberta?
Como vamos reconstruir este sujeito, se jogamos nossas vaidades, nossa falta de conhecimento em cima de um fato, enquanto que muitos outros já aconteceram.
Por que somente este caso da Escola Paulo Freire teve tanta repercussão na mídia. O que mudou?
Também pergunto o que fazemos quando nós educadores sofremos o Bullying de educadores desta escola. Porque fatos como estes não são levados a mídia?Qual é a diferença?
Dirce Aguiar Ribeiro
Escola estadual de Ensino Fundamental Paulo Freire
Escola estadual de educação Básica Augusto Ruschi
Convido está mídia para que conheça o trabalho o qual os educando desta escola realizam na Oficina a qual trabalho com eles no turno da tarde.
Para ilustrar minha fala, vou relatar um momento o qual estávamos comemorando o aniversário de Escola Estadual de Ensino Fundamental Paulo Freire em Santa Maria RS, no mês de Novembro de 2010.


Chegando à escola por volta  das 10h e 30 min no mês de novembro de 2010, para o almoço de comemoração de aniversário da escola, os meninos e meninas de rua correm para me receber a caminho do portão de entrada, com alegria e abraços.
Pela equipe diretiva não fui bem esperada para confraternização, a intenção era que eu não conseguisse a liberação da outra escola para estar nos festejos. Fui vigiada o tempo todo, como se fosse uma estranha no ninho, sendo que aqui é o meu local de trabalho, logo a tarde já seria o meu turno de atividades na escola.
Em meio ao almoço, várias máquinas fotográficas espalhadas, a dos colegas educadores e convidadas, inclusive eu. A festa seguia com alegria por parte dos educando, muitas vezes eu interagia e participava com eles.
No entanto uma das convidadas, a qual interfere nas decisões da escola , grita em alto e bom tom: se alguém publicar minhas fotos eu denuncio e processo, no entanto sua foto sai estampada nos jornais da cidade como se fosse a atual diretor(a). Neste momento só quem não entendia eram os jovens adolescentes que ali estavam inclusive ficando indignados com a postura dessa pessoa chegaram até responder aos desaforos como se fossem ditos a eles. A situação no momento gerou conflitos, agitou os meninos e eu já andava que me cuidava, pois a sensação é que eu poderia ser agredida fisicamente a qualquer momento. Inclusive após o almoço, estava eu no banheiro e essa pessoa empurra a porta e dá uns gritos, tipo, marcando presença e amedrontando.
Também quero lembrar que todas as entrevistas as quais foram dadas a jornalistas, foram dadas por esta pessoa, sendo que ela falou em nome da escola o tempo todo, como se fosse o diretor (a) da escola. Essa pessoa trabalha em outra instituição que não é da Rede Estadual, e sim professora da UFSM.
Todos os presentes entenderam que o recado tinha direção certa, me atingir, pois eu sou uma das educadoras que mexo com a vaidade dessa pessoa, que me posiciono e não apenas acato  suas ordens, tenho conhecimento e procuro fazer da escola aberta uma escola mais participativa. Então era eu o alvo, o insulto tinha uma direção certeira.,era para me atingir. Pois todos entendiam que a única educadora que estava deixando essa pessoa indignada era eu com a criação do blog e com todos os trabalhos que venho realizando com sucesso com os educados.
O blog foi criado com alunos para que os mesmos pudessem interagir e mostrar seus trabalhos, este blog é mais um de nossos recursos didáticos, promovendo assim o uso das novas tecnologias em nossas aulas. Tenho o conhecimento das netiquetas e sendo assim respeito às regras.

Dirce Aguiar Ribeiro

domingo, 8 de maio de 2011

TRABALHO SOCIAL DE RUA

Após um longo período em que nós Educadores da Escola Paulo Freire não realizávamos o Trabalho Social de Rua, nas praças e ruas de Santa Maria -RS, retornamos em virtude do Projeto  EDUCAÇÃO SOCIAL DE RUA: UMA CONSTRUÇÃO DE VÍNCULO NECESSÁRIA PARA A CIDADANIA, Projeto este do CPM da Escola. E tendo como responsável técnico do Projeto o Diretor Claiton Diniz do Prado.
O Trabalho Social de Rua é uma atividade pedagógica que é realizada por educadores da escola, e deveria ser realizado durante todas as semanas, porém por inúmeros fatores, o mesmo não se efetiva.
Nesta proposta, o objetivo principal é o que  chamamos de paquera pedagógica, neste momento  passamos a intervir com atividades lúdicas e pedagógicas a qual desperta o interesse de crianças e adolescentes, (10 a 18 anos) onde os mesmos começam a estabelecer vínculos com os educadores e também  são convidados a conhecer o espaço escolar, onde passam a freqüentar e participar do processo pedagógico de transformação e conscientização dos sujeitos.
O que hoje podemos constatar é que atividades como o pintar, desenhar, não despertam o interesse daqueles que deveriam ser os educandos com o perfil para a Escola Aberta, portanto faz-se necessário inovar as práticas, com atividades que despertem o raciocínio, a participação em artes dramáticas, cênicas, atividades de movimentos amplos, onde os mesmo interajam, participem como coadjuvantes, que utilizem este espaço público como um palco ao ar livre, onde os expectadores são o povo e  os educadores.  
Com certeza nossos educandos estarão predispostos a participar de uma Escola com  uma proposta inovadora, que proponha e desafie cada educando  a ser um protagonista.
Acredito que uma Escola assim, não vai ter quem não queira estudar (Palavras de Paulo Freire).
Mas pra isso é preciso que muitos educadores reciclem seus conceitos de Trabalho de Rua, que se disponham e estejam comprometidos com está proposta, também é muito importante a seqüência, não basta fazer por necessidade de um projeto e sim semanalmente.


                                 
                             Cama -de –Gato
Brincadeiras com cordas da tradição indígena. (Esta moça de origem indígena disse não saber e nem conhecer sobre esta brincadeira, já os descendentes menores todos sabiam brincar).
Brincando e jogando as crianças e adolescentes estabelecem vínculos sociais, ajustam-se ao grupo, como também propõem suas modificações e aceitam a participação de outras crianças com os mesmos direitos.
·        Com esta proposta de brincar com a Cama-de-Gato, levamos o conhecimento de que na época em que o Brasil foi colonizado, onde muitos povos contribuíram com o conhecimento do povo do Rio Grande do Sul, inclusive nas brincadeiras.















(Aqui o educando, primeiro deveria se propor a escutar a lenda narrada pelo professor)
                                           A Lenda do Tangram
A idade e o inventor do Tangram são desconhecidos. Porém diz a lenda que um Sábio Chinês deveria levar ao Imperador uma placa quadrada de jade, mas no caminho o Sábio tropeçou e deixou cair a placa que se partiu em sete pedaços geometricamente perfeitos. Eis que o Sábio tentou remendar e a cada tentativa surgia uma nova figura. Depois de muito tentar ele finalmente conseguiu formar novamente o quadrado e levou ao Imperador. O Sábio mostrou aos seus amigos as figuras que havia conseguido montar a cada um, então constituiu o seu Tangram.

Com esta atividade, questionei as palavras adicionadas ao vocabulário deles: lenda, sábio, geometricamente, jade, Imperador.....


 Rapidinho montou o Tangram.O raciocínio lógico,  independe de Cultura.












 Jogando, Resta Um, com o educador Emilton.





 Os educandos com perfil para Escola Aberta adoram brincadeiras com movimentos amplos.




 Jeferson Messias, sempre atuante.


 Anderson Messias, estamos sentindo tua falta na escola, anda muito ausente, embora matriculado em outra Escola, sempre venha nos visitar. Adorei tua rapidez quando começou a experimentar as peças para chegar a um quadrado no Tangram.Você foi muito rápido mesmo, parabéns!


Semana de Páscoa, nada mais legal do que brincar de Coelhinho Sai da Toca. Chamou atenção dos que passavam na praça, questionando: Que escola é essa? Onde fica.? Vocês são de Santa Maria? Pois nunca vimos um  trabalho assim por aqui? Percebi que poucos tem o conhecimento da existência da Escola Paulo Freire.






Qual é a sua opinião a respeito do uso dos Blogs como um recurso didático em salas de aula?

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